quarta-feira, 6 de junho de 2012

E a Eleição na Mobilidade Ciclística ?

Esta Entidade surge em Itajaí, não simplesmente como mais uma, mas uma que busca reivindicar, não só os seus direitos como Associação, mas prover seus deveres como tal. 
Busca também os direitos de seus associados e mostrar os deveres destes e também de todos aqueles simpatizantes e todos os demais que poderão ser beneficiados com nossas ações. E neste caso acreditamos que sejam muitos.
Itajaí é democrática e mostrou isso nas urnas, pois vários são os partidos que administraram nossa casa ao longo dos anos. Mas dai pergunto. - O que estas administrações fizeram para a harmonização da mobilidade no município? 
E quando falo em harmonização da mobilidade, falo em um conjunto de ações para automóveis, transporte coletivo, ciclistas e pedestres.
Temos visto nossas ruas entupidas de carros, principalmente nos horários de entrada e saída do trabalho. 
O governo federal dá incentivo para a industria automobilística e ai é que aumenta o caus, mas também tem seus benefícios. 
Se a partir de hoje, não fosse mais vendido carros, o problema dos congestionamentos continuaria! 
O que o governo federal tem feito para a industria ciclística ? 
Porque não incentivar a venda com redução de IPI para as bicicletas e peças ?
Porque os municípios investem tão pouco na mobilidade ciclística ?
Por que vimos tantas bicicletas presas em grades e postes no centro de nossa cidade ? 
Onde estão os paraciclos ? (estacionamentos de curto prazo). Existem alguns feitos pelo município e outros acanhados feitos pelas empresas.
Onde estão os bicicletários ? (estacionamentos de longo prazo com infraestrutura apropriada) 
Temos visto que Itajaí tem feito alguma coisa em relação a mobilidade ciclística, mas ainda é muito acanhada. 
Fizemos uma revisão das ciclovias e ciclofaixas de Itajaí, o qual realizamos filmagens e pudemos presenciar o abandono de muitas delas.
Sinalizações horizontais apagadas, o que possibilita ao motorista usá-las como estacionamento (como foi presenciado). 
Falta de sinalização vertical, falta de tachões limitadores.
Vimos que onde havia a calçada compartilhada, (ciclistas e pedestres) hoje por obras recentes nessas calçadas, elas já não mais existem !
Vimos muitos pedestres circulando pelas ciclovias e ciclofaixas e também muitos ciclistas transitando fora dela. 
Observando a ciclovia da Av: Nilo Bittencourt, percebemos que os pedestres andam na ciclovia, por que existem poucas calçadas pavimentadas fazendo com que, ou eles andam na estrada, aumentando o risco, ou eles andam na ciclovia.
Percebemos que as ciclovias e ciclofaixas não são conectadas e algumas se acabam e deixam o ciclista ao Deus dará. Como o caso da Rua: Cônego Thomaz Fontes que ao chegar à Rua: Silva se sente perdido para atravessar para o outro lado. Muitos entram na contramão da via, pois o tempo do semáforo não possibilita a transposição para a calçada do Porto, a qual acredito que exista ali uma calçada compartilhada, pois o pavimento é bicolor e na parte junto a estrada é da cor vermelha, o que, ao meu ver, seria uma via para ciclista. Ou estou enganado! Se eu estiver correto, ali está faltando sinalização.
Quanto aos semáforos, estes estão ultrapassados, (como tudo o que é feito para a mobilidade atual), ou melhor, são destinados somente aos carros. Muitos de nossos semáforos faltam indicações para ciclistas e pedestres.
Na área central da cidade existem sim indicações para pedestre nos semáforos, mas é nessa área que existe o maior fluxo de ciclista. O ciclista sem a informação necessária, ultrapassa no sinal fechado, o que não é correto.
Vi em Itajaí, somente dois semáforos com indicação de ciclistas, o da Rua: Carolina Vailatti, esquina com a Rua: Indaial e o da Rua: Heitor Liberato esquina com a Rua: Alberto Werner. Se esqueci de algum, que me corrijam.
Vimos motociclistas transitando pelas ciclovias e na Rua Almirante Barroso por falta dos tachões, já virou corredor de moto.
Tenho certeza que uma fiscalização constante e uma boa campanha educativa minimizaria estes fatos, mas precisa ser séria e constante. De nada adiantará fazer só na semana do transito. Também não adianta minimizá-las na época de campanha política, (por não ser de bom tom tomar certas atitudes mais austeras) pois isso ocasionaria a descrença nas ações e nos objetivos pretendidos.
Temos em Itajaí pouco mais de 17 km de vias destinadas a mobilidade ciclística (ver imagem abaixo). Muito pouco para uma cidade que tem características excelentes para esta mobilidade, pois é totalmente plana.
Itajaí tem condições de harmonizar o transito e acrescentar tranquilamente mais de 40 km de vias para ciclistas (ciclovias, ciclofaixas e calçadas compartilhadas). Essa ação viabilizaria a integração entre toda a cidade e conectaria as vias ciclísticas hoje existente. Com um plano de implantação organizado e sistematizado, certamente em um só mandato (quatro anos) certamente poderia ser posto em prática. Basta para isso vontade e planejamento. Verbas existem.

A Associação aqui representada quer saber dos representantes do povo:

Quais as ações que vocês realizaram para harmonizar o transito entre o transporte coletivo urbano, automóveis, ciclistas e pedestres neste mandato?
E quanto ao artigo 201 do Código de Transito Brasileiro. Alguma vez o Codetran já fiscalizou a conduta dos motoristas para o respeito com relação a este artigo?
Alguém já foi autuado por descumprimento deste artigo? 

Para aqueles que concorrerão ao novo pleito:

Quais as propostas concretas que vocês, como candidatos, terão para apresentar como programa para a mobilidade, principalmente a ciclística?
O que tem sido feito ou debatido sobre a Lei da Mobilidade Urbana - 12.587

Estaremos aguardando as respostas e propostas.











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